Crise na Saúde em Aparecida: Anestesistas Suspendem Cirurgias Eletivas Após Dívida Milionária da Prefeitura
APARECIDA DE GOIÂNIA (GO) – Pacientes que aguardavam por cirurgias, exames e partos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Aparecida de Goiânia enfrentam uma nova dificuldade
APARECIDA DE GOIÂNIA (GO) – Pacientes que aguardavam por cirurgias, exames e partos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Aparecida de Goiânia enfrentam uma nova dificuldade. A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO) suspendeu os atendimentos eletivos devido a uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 10,9 milhões por parte da administração municipal.
Segundo a cooperativa, os atrasos nos repasses financeiros se arrastam desde julho de 2025, comprometendo a continuidade dos serviços prestados pelos anestesiologistas. A paralisação entrou em vigor no dia 25 de maio e afeta diretamente procedimentos programados na rede pública de saúde. Casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos normalmente.
De acordo com a Coopanest-GO, diversas tentativas de negociação foram realizadas ao longo dos últimos meses, incluindo notificações formais à Prefeitura. No entanto, a entidade afirma que não recebeu uma proposta concreta para a regularização dos débitos, o que levou à suspensão dos atendimentos eletivos.
O impacto pode ser significativo para a população. Dados divulgados pela cooperativa apontam que os anestesiologistas participaram de mais de 32 mil procedimentos em 2025 e já haviam realizado milhares de atendimentos em 2026 antes da paralisação. A expectativa é de aumento nas filas de espera para cirurgias e exames que dependem de sedação ou anestesia.
Até o fechamento da reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia não havia se pronunciado oficialmente sobre a dívida e a suspensão dos serviços. A cooperativa informou que permanece aberta ao diálogo e que a retomada das atividades dependerá da regularização financeira por parte do município.
Enquanto não há acordo, milhares de pacientes seguem aguardando uma solução para que os procedimentos eletivos sejam retomados e a fila de espera não aumente ainda mais na rede pública de saúde.