Paulo Henrique PH ouve mãe atípica e assume compromisso com saúde, educação e acolhimento em Goiás
O candidato a deputado estadual Paulo Henrique PH, número 30220 (NOVO), visitou Natália, mãe atípica do pequeno Marcos, carinhosamente conhecido como Manoelzinho
O candidato a deputado estadual Paulo Henrique PH, número 30220 (NOVO), visitou Natália, mãe atípica do pequeno Marcos, carinhosamente conhecido como Manoelzinho, para conhecer de perto as dificuldades enfrentadas diariamente por famílias que dependem das redes públicas de saúde e educação em Goiás.
Pai atípico e defensor da causa, Paulo Henrique afirmou que decidiu ouvir outras famílias para transformar experiências reais em propostas e ações. Durante a conversa, Natália relatou que uma das maiores dificuldades é conseguir acesso às terapias indispensáveis ao desenvolvimento do filho.
“A maior dificuldade é o acesso às terapias necessárias. A fila de espera do SUS é extensa e aguardo há mais de um ano. Na rede privada, os custos são proibitivos e existem planos de saúde que aplicam taxas extras abusivas para crianças autistas”, afirmou.
Segundo Natália, a rotina de consultas, tratamentos e cuidados também impede que muitas mães mantenham um emprego formal. Atualmente, ela encontra assistência terapêutica por meio de organizações filantrópicas. Na rede pública, consegue consultas com neurologista, mas enfrenta intervalos que variam de três a seis meses.
Natália contou que conseguiu recentemente o laudo e o Benefício de Prestação Continuada, conhecido como LOAS, para o filho, mas ainda não recebeu os valores. Ela também destacou que não dispõe de um auxílio específico para atender às próprias necessidades.
Dificuldades também chegam à escola
Na educação, a mãe revelou que precisou formalizar denúncias para garantir uma vaga em um Centro Municipal de Educação Infantil. No primeiro ano, Manoelzinho contou com uma professora de apoio, mas, atualmente, não possui esse acompanhamento.
“Como ele não consegue permanecer em período integral devido às crises, preciso buscá-lo mais cedo. Isso mostra que a dificuldade é sistêmica e envolve tanto a saúde quanto a educação”, explicou.
Questionada sobre a medida mais urgente para melhorar a vida das famílias atípicas, Natália defendeu a ampliação das terapias oferecidas pelo SUS e a continuidade do atendimento depois da infância.
“Existem centros que atendem somente até os seis anos. O que acontece com a criança depois dessa idade? Precisamos de atendimento contínuo, que alcance também adolescentes e adultos. As mães ainda necessitam de acompanhamento psicológico e neurológico, porque a sobrecarga provoca um desgaste imenso”, declarou.
Compromisso com quem cuida
Paulo Henrique PH afirmou que o amparo às mães atípicas será uma das principais bandeiras de seu mandato, caso seja eleito. Para ele, o poder público precisa reconhecer que quem dedica a vida aos cuidados de um filho também necessita de acolhimento, atendimento médico e condições para viver com dignidade.
“Como pai atípico, quero fazer da nossa campanha um instrumento de luta por essa causa. Vamos cobrar transparência na destinação de emendas e recursos, para que o dinheiro chegue às entidades que realmente atendem as famílias”, ressaltou.
PH também assumiu o compromisso de defender políticas públicas voltadas às crianças, aos adolescentes e aos adultos atípicos, além de acompanhamento psicológico para mães e demais cuidadores.
Ao encerrar o encontro, Natália agradeceu pela iniciativa e reforçou a importância da união em defesa dessas famílias: “Com certeza estaremos juntos nessa luta.”